Equilátero - Redenção de Cal Rasen
Capítulo 3: Laços de Sangue
Os
olhos de Zy se abriram num local escuro e úmido. Conseguia ver Irma,
ferida e inconsciente, e uma grade de metal diante dele. Se levantou e
reconheceu Palace, com o corpo amarrado a um tipo de prancha. Era uma mesa de tortura. Palace parecia
consciente, mas estava ferido. Era óbvio que aquela era uma sala de
tortura, e Irma e Zy estavam enjaulados enquanto era a vez de Palace ser
torturado. Valna adentrou a sala, fitando o irmão com um olhar maníaco.
-Mas que fantástico, não acha, irmão? Tudo o que passamos nos levou a esse momento.
-Esse momento... Você não sabe o quanto eu esperei por isso. Se eu, por acaso, sair daqui, você morre, Valna. - Palace encarava Valna como se ele nem fosse mais seu irmão. - Eu prometi isso há dois anos, e eu garanto que vou cumprir.
-Claro que vai. - Valna então acerta um forte soco na barriga de Palace. - Assim que eu terminar de me divertir com você, e se você sobreviver... O que eu duvido que aconteça.
Zy apenas fingia estar inconsciente enquanto Palace estava prestes a ser torturado pelo irmão. Precisava bolar um plano pra fugir dali com Irma, e rápido. Sua mente ficou mais afiada conforme ele ouvia os berros de dor do ex-Legionário.
O confronto entre Cal e a Samurai Encarnado ganhava proporções imensas na cidade de Amatsu. As pessoas, que antes olhavam curiosas para o confronto, agora corriam do local.
A garota, com o imenso espírito do Samurai sobre ela, avançou contra Cal, disparando um golpe muito semelhante ao Brandir Lança dos Cavaleiros. Cal, porém, saltou para trás, se afastando, e avançou novamente, iniciando uma sequência de ataques. Acertando o primeiro Impacto de Tyr, o Cavaleiro começou a desferir vários Golpes Fulminantes contra a Legionária, até que esta revidou o sexto golpe, bloqueando o ataque de Cal, e tentou aplicar um novo golpe.
-DESTRUIDOR DE ALMAS! - Naquele instante, era muito aparente que a Samurai acertaria Cal com aquele golpe. Mas ela não contava que o Cavaleiro fosse girar o corpo para o lado para atacar com mais um golpe. O Impacto Explosivo foi suficiente para que ela se afastasse alguns metros, mas isso não era o bastante para detê-la.
A Legionária avançou novamente, iniciando um movimento que Cal reconheceu. Ela ia tentar quebrar a armadura dele. Foi neste momento que o Cavaleiro teve uma ideia inusitada: empunhou sua espada horizontalmente na direção dela. A Samurai percebeu e imediatamente saltou, cancelando seu movimento.
Cal deu um sorriso sarcástico. Puxou a espada pra trás de seu corpo e saltou em direção à Legionária. Nenhum dos dois parecia estar disposto a ceder. Olhares ferozes se cruzaram, conforme seus corpos colidiam e passavam um do lado do outro.
Os dois pousaram ao chão ao mesmo tempo. Cal estava com sua espada firme em sua mão direita. A Samurai Encarnado, por outro lado, caiu de joelhos. Cal havia esquivado do ataque e desferido um Impacto de Tyr contra ela como resposta. Era possível ver os dois cortes do ataque em seu peito, o olhar incrédulo da Legionária conforme seu corpo voltava à forma humana. O sorriso sumiu do rosto de Cal conforme ele se aproximava de seu oponente, agora derrotado. Ficou parado diante dela, sem fazer nada, e ela esperava pelo golpe de misericórdia. Que não veio.
Quinze, vinte segundos se passaram. Cal apenas permaneceu olhando para ela até que ela mesma tomou a iniciativa. - Vamos. O que está esperando? Encerre essa luta! ME SELE! Eu não vou ser a primeira com quem você fará isso!!
Os olhos até então inexpressivos de Cal então começaram a emanar fúria. E então tranquilidade. Fechou os olhos, bufando e dando de costas para seu oponente conforme os abria de novo. - Foi uma boa briga, mas eu acho que a nossa conversa já acabou. Quer encerrar essa merda que você começou? Encerre você mesma.
Ela ficou em choque, conforme seu oponente agora andava pra longe dela, em direção ao porto de Amatsu. Cal Rasen, a pessoa que amava aquela que ela possuiu, havia acabado de deixá-la viver. - Qual é o sentido disso... O que quer provar com isso, Cal?
Cal parou e então voltou sua visão para ela. - E você, o que queria provar ao tomar o corpo da Hanna, se infiltrar na Ordem do Trovão e tentar me eliminar? Por acaso tinha ciência de que sua alma agora depende da energia vital de quem você possuir? Pois é, eu fiz a porra da lição de casa. Você já usou essa energia. Eu não tenho que eliminar você, você mesma se eliminou.
O Cavaleiro mantinha o olhar frio enquanto a Legionária olhava para ele, ainda em choque. Ela se recompôs e se levantou, pronta para fazer uma pergunta inusitada. - Cal. O que aconteceu com seus sentimentos por ela?
O silêncio se fez por alguns segundos, até que a resposta saiu. - Se ela quiser me ver de novo, ela pode me procurar novamente um dia. Mas não vou perder mais tempo da minha vida correndo atrás dela. Já basta nove meses em jornada e mais oito em coma. Eu tenho peixe bem maior pra fritar agora.
Cal finalmente deu as costas a ela e seguiu caminho. A Legionária ficou parada ali, apenas vendo seu oponente partir. Uma lágrima correu de seus olhos conforme ela via Cal entrando no porto, e se preparando para deixar a vila de Amatsu.
Cal, por sua vez, conseguia sentir mais um sinal de mana nos arredores conforme subia ao barco que o levaria de volta a Alberta. Voltou seus olhos para a vila uma última vez enquanto o barco zarpava. - "Sei que você está por perto, Hanna. Só que você não é mais parte do meu caminho. Eu tenho meu próprio destino pra seguir agora. E não vou mais esperar por alguém com quem dividir ele."
Cal então se virou para o oceano. Sabia que ainda havia um problema a resolver antes de ir enfrentar Omni Ferus. Seguiu andando para o barco.
-"Irma, Zy, Palace... aguentem mais um pouco... Eu estou a caminho."
Palace gritava a cada corte que Valna fazia, transformado em meio-Atroce. Os berros do ex-Legionário foram suficientes para acordar Irma. A garota se levantou e viu Zy, olhando pasmo para a cena.
- Vamos, Palace, você não vai me matar? Eu estou LOUCO pra ver você tentar!!! - Disse Valna, completamente confiante a respeito de seu sucesso enquanto colocava um martelo na mesa com instrumentos de tortura. Valna tinha passado os últimos vinte minutos tentando mexer com a psique do irmão, ao ponto de simplesmente decidir martelar as pernas de Palace por mera diversão. Valna sorria insanamente, fitando Palace e discursando. - Eu tou falando, vai ser maravilhoso quando Ferus der de cara com o moleque. Ele agora tem todo o poder que precisa para varrer aquele vagalume do mapa.
-Antes que isso... aconteça... eu vou varrer VOCÊ do mapa! - Exclamou Palace, cada vez mais furioso.
Valna gargalhou conforme ouvia os resmungos do irmão, e então tomou uma iniciativa. - Acho que não entendeu o nome do jogo, Palace.
Irma arregalou os olhos naquele instante. Valna arrebentou a grade com o braço direito e pegou a garota pela cabeça. Ela gritava em pânico, conforme Valna estava prestes a surrar a menina. Zy tentou tomar uma iniciativa imediata, mas com o braço esquerdo livre, Valna deu um soco que o arremessou na parede.
- Onde estávamos? - No momento em que Valna voltou sua atenção para Irma, uma voz ecoou com fúria pela sala.
- SEU VERME! EU VOU MATAR VOCÊ AGORA!
A voz de Palace ecoou pela sala toda e nos arredores dela. Era como um trovão estourando. O ex-Legionário arrebentou as correntes numa explosão de energia, seu corpo crescendo e ganhando pelos, sua cabeça ganhando uma formação canina e seus dentes ficando mais afiados. Valna havia irritado seu irmão o suficiente para que ele se transformasse na representação da Legião para um Atroce.
A essa altura do campeonado, Palace estava com sua
fúria no extremo. Agora, o mais importante para ele era arrancar a
cabeça do irmão e manter Irma em segurança, por Cal. Valna arremessou a
garota na parede, ao lado de Zy, que estava se levantando e conseguiu
ampará-la, e começou a encarar o irmão.
- Era isso o que eu queria ver. Agora posso te matar como um guerreiro de verdade. Está pronto, irmãozinho?
Palace percebeu que Zy estava socorrendo Irma e deu o aviso:
-SAIAM O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL DAQUI! PEGUEM AS ARMAS, EU ENFRENTO O VALNA SOZINHO!
-Ele é todo seu, parceiro. - Zy não questionava a ideia. Estava desarmado. Precisava encontrar a Lorelei, sua espada de confiança, o quanto antes, pegar Irma, e dar o fora de onde quer que estivesse. Antes que pudesse dar o primeiro passo, Valna se colocou na frente deles, sacando as espadas dele e de seu irmão. Valna havia se transformado na mesma coisa que seu irmão, um Atroce pouco menor do que o MVP que o inspirou, com pelugem carmesim brilhante.
- VEJAMOS O QUANTO AGUENTA SEM NENHUM EQUIPAMENTO E CERTA SOBRECARGA.
Naquele instante, o Impacto Explosivo liberado por Palace arremessou Valna para a parede, quase na direção de Zy, que tentou rolar para evitar que Irma fosse acertada. Naquele instante, a própria garota, semiconsciente nas costas do Templário, disparou um Trovão de Júpiter contra Valna, que foi ainda mais pressionado na parede. Era o tempo que Zy precisava.
- Estava acordada esse tempo todo? - Perguntou o Templário, conforme ela saía das costas dele, se levantando dolorosamente, e se preparava para caminhar na direção do Legionário.
- Eu... VOU ACABAR COM ESSE IMBECIL! - Ela imediatamente apontou o braço para liberar outro Trovão de Júpiter, mas seu caminho foi bloqueado pela espada de Valna, agora na mão de Palace.
-Você e o Lothar caiam fora daqui. Essa é uma briga entre eu e meu irmão. - O agora lobisomem de dois metros e meio Palace trocou olhares com Irma. Ela confiava nele, desde os eventos ocorridos em Portus Luna há quase dois anos. Ela logo entendeu que Palace estava disposto a terminar o que havia começado lá. A garota se juntou a Zy, que antes de sair, disse uma coisa a Palace.
- Ei, lobão. Valeu pela ajuda. Só vê se não morre.
- Eu vou sobreviver, se puder. Agora vão! - Naquele instante, Valna se levantou, encarando seu irmão. Agora não havia mais jeito, o confronto dos irmãos Atros era completamente iminente. Os dois se encararam como se o mundo deles fosse acabar naquele dia.
- Hoje, decidiremos se a família Atros sobrevive ou não. - Palace já sabia que a rixa de irmãos acabaria naquela luta. Valna pegou a Espada de Atlas no chão e avançou contra seu irmão, que agiu da mesma forma. A luta que poderia encerrar as vidas dos irmãos Atros havia finalmente começado.
OFF
- Era isso o que eu queria ver. Agora posso te matar como um guerreiro de verdade. Está pronto, irmãozinho?
Palace percebeu que Zy estava socorrendo Irma e deu o aviso:
-SAIAM O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL DAQUI! PEGUEM AS ARMAS, EU ENFRENTO O VALNA SOZINHO!
-Ele é todo seu, parceiro. - Zy não questionava a ideia. Estava desarmado. Precisava encontrar a Lorelei, sua espada de confiança, o quanto antes, pegar Irma, e dar o fora de onde quer que estivesse. Antes que pudesse dar o primeiro passo, Valna se colocou na frente deles, sacando as espadas dele e de seu irmão. Valna havia se transformado na mesma coisa que seu irmão, um Atroce pouco menor do que o MVP que o inspirou, com pelugem carmesim brilhante.
- VEJAMOS O QUANTO AGUENTA SEM NENHUM EQUIPAMENTO E CERTA SOBRECARGA.
Naquele instante, o Impacto Explosivo liberado por Palace arremessou Valna para a parede, quase na direção de Zy, que tentou rolar para evitar que Irma fosse acertada. Naquele instante, a própria garota, semiconsciente nas costas do Templário, disparou um Trovão de Júpiter contra Valna, que foi ainda mais pressionado na parede. Era o tempo que Zy precisava.
- Estava acordada esse tempo todo? - Perguntou o Templário, conforme ela saía das costas dele, se levantando dolorosamente, e se preparava para caminhar na direção do Legionário.
- Eu... VOU ACABAR COM ESSE IMBECIL! - Ela imediatamente apontou o braço para liberar outro Trovão de Júpiter, mas seu caminho foi bloqueado pela espada de Valna, agora na mão de Palace.
-Você e o Lothar caiam fora daqui. Essa é uma briga entre eu e meu irmão. - O agora lobisomem de dois metros e meio Palace trocou olhares com Irma. Ela confiava nele, desde os eventos ocorridos em Portus Luna há quase dois anos. Ela logo entendeu que Palace estava disposto a terminar o que havia começado lá. A garota se juntou a Zy, que antes de sair, disse uma coisa a Palace.
- Ei, lobão. Valeu pela ajuda. Só vê se não morre.
- Eu vou sobreviver, se puder. Agora vão! - Naquele instante, Valna se levantou, encarando seu irmão. Agora não havia mais jeito, o confronto dos irmãos Atros era completamente iminente. Os dois se encararam como se o mundo deles fosse acabar naquele dia.
- Hoje, decidiremos se a família Atros sobrevive ou não. - Palace já sabia que a rixa de irmãos acabaria naquela luta. Valna pegou a Espada de Atlas no chão e avançou contra seu irmão, que agiu da mesma forma. A luta que poderia encerrar as vidas dos irmãos Atros havia finalmente começado.
OFF
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